Verão 2026: As Tendências Que Vão Dominar as Ruas e as Redes

Poá 2026: O Renascimento da Estampa Mais Atemporal da Moda

Há algo de mágico na forma como certas estampas atravessam o tempo. Entre altos e baixos nas passarelas, o poá — nossa clássica estampa de bolinhas — ressurge em 2026 com uma nova proposta: mais ousada, mais autoral, e muito menos inocente.

Imortalizada por divas como Audrey Hepburn e Marilyn Monroe, a estampa poá sempre carregou um ar romântico e retrô. Mas agora, a nova geração de estilistas e criadores independentes a reposiciona como um símbolo de identidade visual forte, com propostas que exploram volume, contraste, transparência e movimento.

Do vintage ao vanguardista

Apoiada por tecidos fluidos como chiffon, cetim e tule, o poá aparece em vestidos com cortes assimétricos, camadas desconstruídas e combinações inesperadas. O mix entre o clássico e o urbano é visível: vestidos delicados ganham peso com jaquetas de couro oversized, enquanto camisas com bolinhas extragrandes são usadas com calças de alfaiataria bold ou jeans rasgado.

Nas passarelas internacionais, a tendência já apareceu nas coleções de Jacquemus, Christopher Kane e marcas emergentes da Coreia do Sul e do Brasil, que transformam o poá em protagonista de editoriais de moda com pegada futurista.

A nova leitura do feminino

Em 2026, o poá não é mais apenas uma escolha estética — é uma declaração. Ele veste o corpo com liberdade, sem códigos fixos de sensualidade ou romantismo. Pode ser leve, pode ser dramático, pode até ser minimalista. O que antes era sinônimo de “bonitinha”, agora se traduz em força, presença e estilo autoral.

Scarpin vermelho: o toque de drama elegante

O salto vermelho — especialmente o scarpin de bico fino — traz uma vibração feminina e forte. Ele adiciona contraste e atitude a um look de poá, sem roubar a leveza da estampa. Ideal para:

Sapatilhas vermelhas: charme e conforto com estilo

Para quem prefere algo mais leve, a sapatilha vermelha é uma escolha charmosa e prática. Em 2026, elas aparecem com pontas finas, detalhes em laço ou acabamento em verniz, dando ao look um ar romântico com sofisticação.

Chapéus em Alta: O Acessório-Manifesto da Moda 2026

Por muito tempo, os chapéus habitaram o imaginário fashion como peças sazonais ou meramente decorativas. Mas em 2026, eles retornam ao centro do look — e mais do que proteção solar ou charme pontual, eles se tornam expressão de estilo, personalidade e atitude.

A nova era dos chapéus não é sobre seguir um dress code rígido, mas sobre ocupar espaços com estilo e intenção. Em um cenário onde a moda se torna cada vez mais performática e individual, o chapéu funciona como extensão visual do que se quer dizer sem palavras.

De volta ao topo: os modelos que dominam 2026

Bucket hat (o queridinho segue firme)

Com tecidos tecnológicos, acabamentos em vinil, crochê ou materiais naturais, o bucket ganha versões mais estruturadas e elegantes — e transita facilmente do streetwear ao resort wear.

 Chapéu de aba larga

Clássico das praias e campos, retorna com força total para os centros urbanos, em looks urbanos-chiques. Em 2026, ele vem em couro, lona reciclada, ráfia pintada à mão e até com aplicações metálicas.

 Chapéus estruturados (tipo fedora e boater)

Sofisticados, com caimento perfeito e presença marcante. São muito usados com alfaiataria moderna ou vestidos fluidos, criando um contraste elegante entre o formal e o casual.

 Modelos inusitados e artísticos

Marcas autorais e desfiles conceituais apostam em chapéus esculturais, exagerados ou assimétricos, que flertam com a arte e o teatro. O acessório vira destaque absoluto no look

Alta-Costura em 2026: O Renascimento do Feito à Mão em Tempos Digitais

Em uma era marcada por tecnologia, inteligência artificial e moda acelerada, a alta-costura ressurge como um antídoto ao efêmero — um respiro de arte, paciência e propósito. Em 2026, o mundo fashion assiste a uma nova valorização do feito à mão, do exclusivo e do tempo investido em cada ponto.

A costura alta — ou haute couture, termo protegido por lei na França — representa o ápice do savoir-faire, onde tecidos nobres encontram técnicas ancestrais e design visionário. E, curiosamente, é nesse momento de saturação estética e consumo imediato que ela volta com força.

Costura como arte e identidade

Se antes a alta-costura era vista como território restrito de elites ou passarelas inatingíveis, agora ela ganha novas formas de existir. O artesanal se moderniza, mantendo sua essência, mas se abrindo para diversidade, corpos reais e narrativas contemporâneas.

Marcas tradicionais como Dior, Chanel, Valentino e Schiaparelli continuam ditando os rumos da alta-costura, mas são as novas maisons — muitas vezes lideradas por mulheres, estilistas negros, latino-americanos e asiáticos — que injetam vida e pluralidade nesse universo.

As coleções ganham mais funcionalidade, sem perder o drama. Vestidos com estruturas arquitetônicas, bordados tridimensionais, modelagens esculturais e tecidos reciclados estão em alta. A estética da alta-costura em 2026 não é sobre ostentação — é sobre significado, processo e herança cu

Alta-costura no cotidiano?

Sim. Em 2026, elementos da alta-costura invadem o dia a dia: babados bem acabados, barras feitas à mão, estruturas em vestidos de festa, detalhes bordados em camisas e até acessórios com acabamento de atelier. A estética artesanal inspira até o ready-to-wear e as marcas independentes.

Listras em 2026: A Nova Geometria do Estilo

Clássicas, versáteis e infinitamente reinventáveis, as listras voltam ao topo das tendências em 2026 com uma proposta ousada: sair do previsível e explorar sua força gráfica como ferramenta de expressão. De símbolo náutico a ícone minimalista, elas agora assumem novas proporções, direções e significados.

Nesta temporada, a estampa listrada abandona a rigidez tradicional para flertar com o experimental, o abstrato e até o surreal. Marcas como Dries Van Noten, Marni e Issey Miyake já apresentaram versões desconstruídas das listras em desfiles que desafiam o olhar e a forma.

A estética do movimento

A grande força das listras está em sua capacidade de criar ilusão de forma e movimento. Em 2026, isso é usado de maneira intencional: listras que alongam, ampliam ou desafiam a silhueta tradicional. Designers exploram esse efeito para propor uma nova relação com o corpo — menos sobre disfarçar, mais sobre destacar e reinventar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *